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Histórico do Festival

Uma idéia que deu certo

Em maio de 2005, o Ministro da Cultura Gilberto Gil criou o Conselho Brasília Capital da Cultura, com o objetivo de estabelecer diretrizes para transformar Brasília em uma Capital Cultural até 2010, ano em que será comemorado seu cinqüentenário.
Pretendendo contribuir de forma contundente com essa iniciativa, a Universidade de Brasília criou, em 2005, o Festival Internacional de inverno de Brasília, evento do Decanato de Extensão realizado em parceria com a Sociedade Brasília Cultural.
Em suas edições anteriores o festival ofereceu, gratuitamente, oficinas de instrumentos de orquestra, choro, canto e percussão a 3.917 crianças e jovens e, ao público brasiliense, oportunidade de assistir a 85 concertos no Plano Piloto e demais cidades do Distrito Federal.
A repercussão pode ser medida pelos resultados do relatório de valoração de mídia espontânea que somaram 9.000 citações na imprensa e 320 minutos de reportagens em rádios e TVs, correspondendo a R$ 3.941.208,73 (três milhões novecentos e quarenta e um mil duzentos e oito reais e setenta e três centavos).
O sucesso desta iniciativa mostra que o potencial de crescimento do Festival é exponencial e sua realização anual pode, realmente, inserir Brasília no contexto cultural internacional.
Juscelino sonhou com uma capital que transformasse o eixo administrativo e econômico do país. Os organizadores do Festival, inspirados no ideal de JK, pretendem contribuir para transformá-la na Capital Cultural da República.

Missão

O papel da música como eixo condutor em políticas de inclusão social tem ocupado um espaço de destaque nos projetos que buscam, primordialmente, o resgate da dignidade e o pleno exercício da cidadania.
A cultura é vista como um importante meio de reconstrução da identidade sociocultural e a música está entre as atividades de significativo apelo para a realização de projetos sociais. Neste contexto, a música torna-se uma linguagem capaz de exprimir com fidedignidade a crua realidade dos cotidianos de exclusão.
A democratização do acesso a processos de inclusão utilizando a música como instrumento é condição já comprovada em inúmeros estudos para a diminuição da violência e aumento da auto-estima dos envolvidos. Dentro deste contexto incluímos diretamente não só os beneficiários, mas também suas famílias.
Cabe àqueles que acreditam que esta transformação é possível, a busca de fórmulas eficazes de transmissão do conhecimento, bem como dos parceiros e dos meios para realizá-lo, oferecendo as nossas crianças e jovens em situação de risco uma oportunidade de mostrarem e aperfeiçoarem seu talento, independente de sua origem, pois a cultura é a representação mais genuína da cidadania exercida por mecanismos justos de inclusão social.


Beatriz Salles
Diretora do Festival
Chefe do Departamento de Música
da Universidade de Brasília




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